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Folha de São Paulo To this end, hundreds of scientists and academics from around the world, including some linked to respected institutions, such as the Scientific Commission of the Parliament of the European Union, the World Health Organization (WHO), the United Nations Food and Agriculture Organization (UN FAO) and a report released by seven academies of science, among these the Royal Society of the United Kingdom, the National Academy of Sciences of China, the National Academy of Sciences of the United States and the Brazilian Academy of Sciences, have attested to the food-safety of genetically modified products which are currently commercially available in various countries. Biotechnology is a science that has been developed and researched by a variety of universities and public and private institutions throughout the last twenty years in the United States, Japan, Europe, India, China, Brazil and in many other countries, benefiting hundreds of thousands of small and large farmers, seed producers, exporters and the whole chain of agricultural production. This technology requires continual development to accompany the growing global population and the consequent necessity for safe food, without even greater devastation to the environment. The eminent jurist, professor and doctor Miguel Reale, when he addressed the theme of the fundamental paradigm, in an opinion expressed in April 2001, published in the "Revista dos Tribunais" (No. 789, July, 2001), claimed, "When all the facts are given, there is still a reaction dictated by a multiplicity of factors, including the theological and emotional, such as that which took place when Copernicus made his revolutionary insight that the sun was the centre of the solar system, when Galileo's made his statement of the law of inertia, when Newton established the principle of universal gravitation, altering the meaning of all physics, and when Darwin argued for the law of the evolution of living organisms... It is natural that, in this respect, that there be astonishment and protest demanding safer methods (for biotechnology) on the pretext of the threat of a noxious degradation of the environment. But those who protest cannot demand that this security be absolute, in view of the fact that it is proper to the sciences to search for solutions one step at a time, each more efficacious than the last, without failing, meanwhile, to rapidly benefit from discoveries that have been made, albeit with reasonable precaution." Therefore, it is clear that we need not renounce technological advances due to simple fear of the new, but rather adopt whatever safety measures are appropriate, as have done all the nations where biotechnology is already a reality, including Brazil. We should enjoy the benefits that this technology gives us, aware of the fact that the risk of not doing so is to risk the stagnation of Brazilian evolution and to deny the Brazilian people the benefits of biotechnological products. This includes, for example, golden rice, which contains a beta-carotene that helps combat night-blindness, or the development of new vaccines from plants that help us fight certain diseases—developments that are already transforming and helping humanity to live longer and better. The adoption of biotechnology has offered small farmers in countries like India new alternatives and solutions for augmenting production and retention, in addition to the simplification of agricultural management, offering them a better quality of life. Genetically improved products, such as Monsanto's Roundup Ready soya, and others developed by various companies, are already being consumed, since 1996, by more than three billion people around the world. To date there have been no harmful effects whatever on health or the environment from the use of these products. To the contrary of that which we are led to believe, Europe currently imports vast quantities (which they say is more than half of that which is consumed) of genetically modified soya from Argentina and the United States, where nearly all the soya planted is genetically modified. This volume has increased in recent years in keeping with the substitution of animal protein by a vegetable source, a high priority following the eruption of mad-cow disease. On the other hand, the "moratorium" against genetically modified products, now contested by the Commission of the European Union, applies only to new products—those approved up to 1998 are sold normally in the European Union. What is in question today is the application of a technological tool, the encouragement of Brazilian scientific progress and the right of choice for farmers. We believe in the future and in the strength of Brazilian agriculture. We will continue to make our contribution, as we have done for the last fifty years, to ensure that Brazil stands out on the global economic scene. *Rick Greubel, President of Monsanto Brazil, is a microbiologist from the University of Missouri, Columbia (United States). -------------------------------------------------------------------------------- Folha de São Paulo, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003 TENDÊNCIAS/DEBATES A biotecnologia e a agricultura brasileira RICK GREUBEL * A biotecnologia é um tema que está acima dos interesses de uma só empresa ou entidade, ao contrário do que dá a entender o artigo de João Pedro Stedile e Jean Marc von der Weid, publicado pela Folha anteontem neste espaço. Trata-se de um debate que envolve diversas companhias e instituições de pesquisas, além do governo e de vários setores da economia, incluindo agricultores, multiplicadores de sementes, exportadores, indústria de alimentos, cientistas e consumidores. Acreditamos que todos esses segmentos devam ser ouvidos e as decisões, tomadas com base em fatos, evidências científicas comprovadas, e não lastreadas em hipóteses, interpretações tendenciosas, princípios ou precauções ideológicos. Nesse aspecto, centenas de cientistas e acadêmicos de todo o mundo, incluindo aqueles ligados a entidades respeitadas, como a Comissão Científica do Parlamento da União Européia, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), e um relatório emitido por sete academias de ciências, entre as quais a Royal Society britânica, a Academia Nacional de Ciências da China, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e a Academia Brasileira de Ciências, têm atestado a segurança alimentar dos produtos transgênicos hoje comercializados em diversos países. A biotecnologia é uma ciência que tem sido desenvolvida e pesquisada por diversas universidades e empresas públicas e privadas ao longo dos últimos 20 anos nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, na Índia, na China, no Brasil e em muitos outros países, beneficiando centenas de milhares de pequenos e grandes agricultores, multiplicadores de sementes, exportadores e toda a cadeia agrícola produtiva, que necessita de melhoramentos contínuos para acompanhar o crescimento populacional do mundo e a consequente necessidade de alimentos seguros sem uma devastação ainda maior do meio ambiente. O emérito jurista, professor e doutor Miguel Reale, quando aborda o tema do paradigma fundamental, em seu parecer emitido em abril de 2001, publicado na "Revista dos Tribunais" (nº 789, julho de 2001), informa: "Quando tal fato se dá, há ainda reação ditada por múltiplos fatores, inclusive teológicos e emocionais, como aconteceu com Copérnico, ao alterar em 180 a idéia de circunvolução da Terra, com Galileu, ao enunciar a lei de inércia, com Newton, ao estabelecer o princípio da gravitação universal, alterando o sentido da física, ou com Darwin, ao estabelecer a regra de evolução dos organismos vivos... É natural que, em tal conjuntura, haja assombro e protestos, exigindo-se maiores medidas de segurança a pretexto de nociva degradação do ambiente, mas não se pode exigir que a segurança seja absoluta, porquanto é próprio da ciência procurar paulatinamente soluções cada vez mais eficazes, sem deixar, no entanto, de, desde logo, tirar proveito das descobertas realizadas, com a possível precaução". Dessa forma, fica claro que não devemos abrir mão dos avanços tecnológicos pelo simples medo do novo, mas, adotadas as medidas de segurança apropriadas, como têm feito todas as nações onde a biotecnologia já é uma realidade, inclusive o Brasil, devemos usufruir dos benefícios que ela nos proporciona, sob o risco de, em não o fazendo, ficarmos atrelados a uma estagnação no ciclo evolutivo, privando a população brasileira dos benefícios de produtos desenvolvidos pela biotecnologia, como o arroz dourado, que contém mais betacaroteno e ajuda a combater a cegueira noturna, ou as plantas com vacinas, que podem ajudar a combater certas enfermidades e que já se estão tornando realidade e ajudando a humanidade a viver mais e melhor. A adoção da biotecnologia tem oferecido aos pequenos agricultores de países como a Índia novas alternativas e soluções para o aumento de sua produtividade e rentabilidade, além da simplificação do manejo da lavoura, oferecendo-lhes uma melhor qualidade de vida. Produtos com melhoramentos genéticos, como é o caso da soja Roundup Ready, da Monsanto, e outros desenvolvidos por diversas empresas, já vêm sendo consumidos por mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo desde 1996. Nunca houve nenhum efeito nocivo à saúde ou ao meio ambiente relatado até hoje com o uso desses produtos. Ao contrário do que a percepção nos leva a pensar, a Europa importa atualmente grandes volumes (comenta-se que seria mais da metade de seu consumo) de soja transgênica da Argentina e dos Estados Unidos, onde quase a totalidade da soja plantada é transgênica. Esse volume tem crescido nos últimos anos em decorrência da substituição da proteína animal pela de fonte vegetal por sua maior segurança para alimentar o gado após o evento chamado mal da vaca louca. Aliás, a "moratória", agora contestada pela Comissão do Parlamento Europeu, aos produtos geneticamente modificados se aplica apenas aos novos produtos -aqueles aprovados até 1998 estão liberados e são normalmente comercializados na União Européia. O que está em questão hoje é a aplicação de uma ferramenta tecnológica adicional, o aproveitamento dos avanços da ciência para o desenvolvimento da agricultura brasileira e o direito de escolha do agricultor. Acreditamos no futuro e na força da agricultura nacional e continuaremos a dar nossa contribuição, como temos feito há mais de 50 anos, para que o Brasil ocupe sempre um lugar de destaque no cenário econômico mundial. * Rick Greubel, presidente da Monsanto do Brasil, é microbiologista pela Universidade de Missouri, Columbia (EUA).
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